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Apple na tela

:: por Redação macmais :: 21/05/2009 :: Comentários Desligados

por Sérgio Miranda e Bianca Hayashi

Estamos acostumados a ver produtos da Apple no cinema e na televisão. A nossa seção Mac na Mídia não nos deixa mentir. Mas, desta vez, a coisa é diferente. O Mac não é uma peça decorativa ou aparece na tela para salvar o mundo de uma invasão alienígena. Ele é o personagem principal. No ano em que completou 25 anos de vida, o Macintosh ganhou de presente dois documentários que contam o porquê do amor dos usuários por esse computador que prometeu mudar o mundo.

Durante a Macworld 2009, MacHEADS, dirigido por Ron Shely, e Welcome to Macintosh, de Josh Rizzo e Rob Baca, foram apresentados pela primeira vez. Welcome demorou quatro anos para ficar pronto, enquanto MacHEADS levou a metade do tempo sendo filmado e, por uma grande coincidência do destino (pelo menos, é o que juram de pés juntos todos os envolvidos), acabaram sendo lançados ao mesmo tempo e no mês de aniversário do Mac.

Nesta edição especial de aniversário, entrevistamos os diretores de cada um dos documentários, Robert Baca & Joshua Rizzo (Welcome to Macintosh) e Kobi Shely (MacHEADS). Agora, é só pegar a pipoca e curtir.

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Macs para todos A foto da esquerda mostra o museu particular do fotógrafo brasileiro Caesar Lima, com todos os seus Macs;

à direita, o famoso Mac 128 K, em perfeito estado de conservação, do diretor Rob Baca

Welcome to Macintosh

Robert Baca e Joshua Rizzo estrearam suas carreiras de cineastas com Welcome to Macintosh. Os dois se formaram, em 2002, na Ithaca College’s Roy H. Park School of Communications, onde se conheceram. Atualmente, Rob vive em Ohio, onde trabalha como produtor de vídeos comerciais e industriais. Joshua vive em Los Angeles e atua como engenheiro de sistema de pós-produção para cinema e TV. Durante quatro anos e cem horas de filmagem, eles conseguiram terminar o documentário, bem a tempo das comemorações dos 25 anos do Mac, que aconteceram em janeiro deste ano.

Entrevista

MAC+ Por que fazer um documentário sobre a Apple e o Macintosh? Como tiveram essa ideia?

Josh Rizzo Nós discutimos um documentário da PBS chamado O Triunfo dos Nerds e sentimos que queríamos algo mais, porém diferente. Quando Rob tentou que sua esposa assistisse ao filme, depois de 20 minutos ela, muito educadamente, disse que estava entediada. O filme era interessante, mas não cativava quem não era um geek. Rob ficou pensando naquilo enquanto limpava a neve da calçada. Quando conversamos de novo, concordamos que precisávamos fazer um filme que outros fãs da Apple e os não iniciados também gostassem.

MAC+ Foi difícil entrar em contato com ex-funcionários da Apple, engenheiros e membros da comunidade de usuários?

Rob Baca Foi um desafio, mas não foi difícil. Os usuários de Mac podem ser tudo, menos tímidos na hora de falar sobre seu amor pela Apple. Nós entrevistamos cerca de 20 pessoas, e todas elas tinham ótimas informações. Não foi difícil conseguir que participassem, mas foi um desafio tentar coordenar as agendas de todos, para que as entrevistas fossem fáceis de ser realizadas.

MAC+ Você teve alguma resposta negativa de alguém ligado à Apple? Quem foi a pessoa mais difícil de entrevistar?

RB Até agora, não recebemos qualquer crítica negativa da Apple. Na verdade, quando avisamos que estávamos fazendo o filme, eles nos desejaram sorte no circuito de Festivais. Na verdade, a Apple ficou indiferente. Eles não disseram que eram contra, mas também não ofereceram ajuda ou patrocínio. Eu acho que não poderíamos ter pedido por uma reação mais positiva da parte deles do que recebemos. E os entrevistados… muitos deles assistiram ao filme pela primeira vez na Macworld, por isso pudemos ver a reação deles em primeira mão e depois discutir o filme com eles. Felizmente, recebemos apenas elogios (também da audiência). Nenhum deles foi difícil de entrevistar. Alguns foram mais desafiadores do que outros. Mas isso aconteceu pelo fato de que eles tinham tanta informação bacana que tivemos trabalho para decidir o que ia entrar no filme.

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MAC+ No Brasil, fazer um documentário é algo difícil, não há apoio. E com vocês, como foi?

RB Fazer um documentário não é fácil, mesmo! É um trabalho que depende muito dos participantes e das respostas que eles dão. Foi muito trabalhoso e tivemos que varar noites para atingir nossos objetivos. Mas no final do dia, valeu a pena.

MAC+ Macs estão relacionados com pessoas criativas, incluindo os cineastas. Vocês acham que isso está mudando, que o Mac agora está atingindo as pessoas comuns e o mundo corporativo?

RB Não acho que a Apple esteja mudando, assim como seu crescimento. Na minha opinião, as pessoas comuns e o mundo corporativo deveriam usar Macs há muito tempo! A Apple está, apenas, ampliando seus horizontes e atingindo essas pessoas. Os valores centrais e a filosofia da empresa ainda são as mesmas.

MAC+ Usuários de Mac são apaixonados por seus computadores. O filme consegue responder o porquê desse amor?

RB Eu não acredito que essa questão será, um dia, respondida. Provavelmente, será uma razão diferente para cada um. Acho que realizamos um excelente trabalho ao mostrar os elementos positivos do que faz dos produtos da Apple algo especial, e também ilustramos a paixão na construção do computador, ao mostrar toda a história do Mac. Para ser honesto, mesmo depois de ter feito o filme, ainda não tinha certeza disso.

MAC+ Quais os programas que usaram na edição do documentário?

RB Usamos apenas aplicativos da Apple, com exceção do Photoshop. Como principal, utilizamos o Final Cut Studio 2, o que significa usar o Final Cut Pro 6, DVD Studio Pro e Compressor, Color e Soundtrack Pro. Eu e Joshua temos MacBooks Pro, que levamos para todos os lados e usamos o tempo todo, seja para escrever, enviar emails, pesquisa etc. Na hora da filmagem, usamos câmeras HD 1080, e nosso trabalho de edição offline foi feita no Final Cut Pro. Foi ótimo, porque conseguimos editar em nossos notebooks com um custo de armazenamento baixo, a qualquer hora e em qualquer lugar. Terminamos o projeto em HD em um Mac Pro 8-Core, usamos todas as ferramentas para correção de cor, ajuste de som e trilha sonora usando o software da Apple. Podemos dizer que Welcome to Macintosh foi totalmente “feito em Mac”.

MAC+ Como o público está reagindo ao documentário?

JR O público adorou! Quando Rob e eu entramos no cinema para uma apresentação, o ambiente parecia mais de um concerto de Rock do que pessoas prestes a assistir a um filme. Houve muita energia positiva antes, durante e depois da filmagem. Não podíamos estar mais felizes.

MAC+ Vocês tentaram entrevistar Steve Jobs?

RB Claro que tentamos, mas não rolou. Assista aos créditos finais no DVD para dar umas boas risadas sobre esse assunto!

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MAC+ Que mensagem você quis passar ao público?

JR Sendo macmaníacos, queríamos ver um filme que fosse focado na Apple e suas contribuições para a tecnologia, sociedade e cultura. Queríamos mostrar a paixão que vai desde o processo de criação de um produto Apple e como essa paixão pode irradiar e afetar o usuário de Mac do outro lado. Também tentamos ilustrar tudo isso em um contexto da história da empresa ao longo dos anos.

MAC+ Alguma chance do documentário chegar ao cinema?

RB Sempre existe uma chance de distribuição, mas, por enquanto, parece improvável. O filme está disponível em DVD e estamos trabalhando com outras formas de distribuição, como pela iTunes Store, vídeo sob demanda, assim como televisão.

MAC+ Como foi apresentar o documentário na Macworld?

RB A oportunidade de apresentar o filme durante a Macworld foi uma experiência que eu e Josh nunca mais vamos esquecer. Tivemos uma resposta bem positiva da comunidade de usuários Apple, das pessoas entrevistadas no filme e da mídia.

MAC+ Welcome to Macintosh foi seu primeiro filme. Como foi a experiência?

RB A jornada de produzir e dirigir um documentário de longa-metragem é um aprendizado. Descobrimos muitas coisas sobre nós mesmos, como cineastas, durante a produção do filme, e pudemos absorver tudo o que aprendemos e transformar isso em conhecimento, o que nos será muito valioso no futuro, quando trabalharmos em outros projetos.

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MAC+ Quais os planos para o futuro? Algo relacionado à Apple?

JR Sim, temos alguns outros projetos engatilhados. Sobre se serão ligados à Apple e seus produtos, isso ainda teremos de esperar para ver. Depois do lançamento de Welcome to Macintosh, muitas pessoas que não tivemos a oportunidade de entrevistar mostraram interesse em sentar e conversar conosco sobre o que viram no filme. Por isso, o futuro, ninguém sabe…

MAC+ Quando começaram a usar Macs?

JR Rob e eu fomos apresentados ao Apple II na escola, ainda muito jovens. A partir daí, lutamos para chegar ao Mac. Posso dizer que tanto o Apple II como o Macintosh tiveram uma grande influência em nossa infância e, obviamente, carregamos isso até nossa vida adulta.

MAC+ Um de vocês tem um Mac 128 k, certo?

RB Eu tenho um Mac original. Está em perfeito estado de conservação e funcionando perfeitamente, incluindo aí os acessórios que vinham originalmente com ele, incluindo a mochila para o computador, um teclado numérico separado e até a fita cassete “Getting Started with your Macintosh”. Ele roda o Mac OS 1, Finder versão 0.07. Como naquela época, ele roda o sistema em um disquete, não tem um disco rígido interno e nenhuma modificação foi feita nele. Está como era em 1984. Ele fica no meu estúdio de edição e é motivo de longas conversas quando alguém vem me visitar.

MAC+ O que esperar da Apple, agora que Steve Jobs está de licença?

RB Eu espero que os valores que Steve Jobs imbuiu na empresa continuem existindo, mesmo que ele decida que não quer mais continuar na Apple. Steve é, sem sombra de dúvida, a força que move a Apple, mas é necessário o trabalho de muitas pessoas talentosas para fazer com que um produto da Apple passe da concepção até o lançamento. Enquanto os ideais em que Steve Jobs trabalhou tanto para instituir na empresa continuem, a Apple será cada vez mais inovadora, continuará crescendo, com produtos que serão amados por pessoas em todos os cantos do planeta.

MacHEADS

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Kobi e Ron Shely são irmãos. Kobi começou sua carreira como assistente de editor no documentário The John Garfield Story, e depois dirigiu um curta, Intervention, que ganhou um prêmio do festival Brainwash de São Francisco. Ron trabalhava com propaganda e, quando a família se mudou para Nova York, ele estudou roteiro na New School University. Os dois juntos criaram a Chimp 65 Production e MacHEADS é o primeiro trabalho juntos. Foram dois anos e 90 horas de filmagens.

MAC+ Qual a razão por trás de MacHEADS? Por que fazer um documentário sobre usuários de Mac?

Kobi Shely Em 2006, quando fiz meu curta, meu cinematógrafo foi, durante o intervalo, checar seus emails. Ele contou para todo mundo que a Apple ia permitir rodar Windows no Mac e um discussão acalorada começou entre a equipe de filmagem. Sabe como é, são as brigas Mac versus PC de sempre. Quando voltei para casa, tentei entender por que as pessoas são tão passionais com relação ao Mac, e aquilo ficou remoendo, até que sugeri ao meu irmão para fazermos um filme sobre isso e descobrir as razões. Durante a produção, ficou tão óbvio que o que faz a Apple o sucesso que é são as centenas, ou melhor, milhares de comunidades sobre Mac que sustentam o mito e inflamam a paixão pela empresa. Mas o mais interessante é que a Apple e suas comunidades mais leais não coexistem. São entidades separadas.

MAC+ Como foi o processo para entrevistar ex-funcionários e outras pessoas para o documentário?

KS A comunidade Apple tem uma presença bem precisa na internet. Nós pesquisamos na web e tentamos acessar as comunidades certas de usuários. Marcamos as entrevistas e, enquanto filmávamos, sabe aquela história de um amigo que traz um amigo? Bem, cada um trouxe um amigo e este amigo tinha outro amigo que se transformava em outro contato. Também conhecemos muitas pessoas na Macworld 2007, em São Francisco, onde ficamos quatro dias filmando. Localizar antigos funcionários da Apple e engenheiros não era uma prioridade, já que o MacHEADS é mais dirigido às comunidades e pessoas que amam a Apple. Mas conseguimos entrar em contato com Daniel Kottke, Guy Kawasaki, Tim Holmes e até mesmo Woz. Steve Wozniak tinha uma agenda bastante apertada, mas ele nos deixou filmar sua palestra em São Francisco, durante o lançamento do livro iWoz. No DVD, na seção Bônus, tem muito mais do Woz.

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MAC+ E a Apple, ofereceu alguma resistência?

KS Como eu já disse, não queríamos fazer um documentário sobre a empresa. Já existem diversos livros e filmes excelentes sobre a Apple, como o Cult of Mac e Piratas do Vale do Silício, um documentário da Discovery sobre Jobs e Gates, só para dizer alguns. Sentimos que não tínhamos nada a oferecer sobre a empresa ou seus fundadores, mas sabíamos que a história dos fãs nunca havia sido contada da maneira que MacHEADS fez.

MAC+ O público gostou do resultado?
KS Tivemos muitos elogios. Queríamos exibir o filme na Macworld Expo e tivemos a sorte de o pessoal do evento aceitar nossa proposta. Eles nos deram um auditório com 1.200 lugares. Para ser bem honesto, fiquei com medo de não conseguirmos encher o local, já que, durante a feira, o pessoal está mais preocupado em explorar o evento e a cidade, e não teriam tempo para ver o filme. Dá para imaginar nossa alegria quando vimos que mais de mil lugares foram preenchidos. Muita gente veio falar conosco depois da apresentação e disseram que o filme trouxe muitas lembranças boas. Alguns até disseram que ficaram surpresos ao ver que, pela primeira vez, os fãs da Apple eram as estrelas, não a empresa. Claro que alguns viram o trailer e pensaram que o filme era para fazer piada dos fãs da Apple. Não concordamos com essa opinião, pois, como cineastas, tínhamos de mostrar o entusiasmo dos fãs, o que há de bom, de ruim e tudo que isso significa. Também sabíamos que muitos fãs são bastante críticos sobre a empresa, e ainda assim, adoram-a.

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MAC+ Será que você, agora, consegue entender por que a Apple e o Mac se tornaram uma paixão para seus usuários?
KS Sim. Computadores são o centro da vida moderna e, diferentemente dos PCs baseados em Windows, os Macs se vendem por causa da capacidade de integração, por meio dos produtos, com a vida em si. MacHEADS ilustra um número de desenvolvimentos integrais que explicam essa paixão. O primeiro é o próprio computador, que conseguiu, pela primeira vez, fazer com que as pessoas conseguissem interagir com PCs, para criar coisas sem complicação. Como Leander Kahney, autor de Cult of Mac sugere,“o Macintosh era o anti-Big Brother, e as pessoas que eram conectadas por essa mensagem eram as mesmas que queriam mudar o mundo”. O segundo processo é a comunidade que foi erguida ao redor da empresa. Essa comunidade ganhou vida por intermédio dos grupos de usuários, cujos membros eram os mais apaixonados de todos e que atiçavam ainda mais a chama da Apple. Finalmente, a empresa em si, e o poder de Steve Jobs em criar e produzir produtos que mudaram, de verdade, nossas vidas.

MAC+ O documentário foi apresentado pela primeira vez na Macworld, quando o Mac completou 25 anos. Esse era o plano original?
KS Não, não era. Queríamos que a estreia acontecesse em 2008, mas só posso dizer que foi uma feliz coincidência, não apenas pelo fato de que o Mac completou 25 anos, mas também porque a empresa se afastou da comunidade central, quando resolveu não mais participar da Macworld, e o último capítulo de
MacHEADS previa mais ou menos isso.

MAC+ Há quanto tempo vocês usam Mac? Qual foi seu primeiro?
KS Ron usava Macs quando estava na NYU, estudando mídia interativa. Ele comprou um PowerBook G4 Titanium, se não me engano, depois trocou por um outro PowerBook G4, que é o computador que estou usando para escrever as respostas para sua entrevista. Meu primeiro Mac foi um G4 de 450 MHz, com um drive Zip, lá nos idos de 2000. Eu me lembro que sempre que olhava para ele, me sentia bem, já que eu vivia em um apartamento minúsculo no, Brooklin, e tudo que tinha de valor era o meu Mac. Tenho usado Macs há nove anos, meu último Mac era um G5 e editei o MacHEADS nele usando Avid. Mas ele não aguentou e, há três meses, comprei um novo.

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MAC+ MacHEADS foi seu primeiro filme?
KS Não, mas este foi meu primeiro documentário, e foi uma experiência sensacional. O que eu mais gostei foi conhecer novas pessoas e explorar um fenômeno social e cultural que afeita tantas pessoas ao redor do mundo. Graças ao filme, eu entrevistei o fotógrafo brasileiro Caesar Lima. Ele é um artista fantástico e uma das pessoas mais adoráveis que já conheci. Meu próximo projeto não é relacionado à tecnologia, mas espero que atraia o mesmo tipo de atenção em todo o mundo.

MAC+ Que tipo de filme será esse?
KS Vou filmar um documentário sobre “Money Camps” [acampamentos financeiros, numa tradução livre] que existem em todo o mundo. Quero explorar por que crianças vão a esse tipo de lugar, por que precisam aprender sobre finanças tão cedo, que tipo de mundo é esse em que vivemos e se isso é uma coisa boa ou má. Espero encontrar a resposta nesse documentário.

MAC+ Você acha que a Apple vai sobreviver sem Steve Jobs?
KS Guy Kawasaki disse bem quando afirmou que “tendo estado dentro e fora da Apple, posso afirmar que, quando as coisas são boas, elas não são realmente tão boas assim, e quando as coisas estão ruins, não estão desesperadoras”. Se você tivesse feito essa mesma pergunta há cinco anos, eu diria que as chances seriam mínimas. Mas hoje, eles estão estabelecidos não apenas como uma empresa que fabrica computadores, mas como uma marca que oferece tecnologia como um modo de vida. Abaixo de Steve Jobs existem centenas de pessoas talentosas e dedicadas que vão levar a empresa para a frente.

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MAC+ Fazer um documentário é uma tarefa difícil?
KS Foi um desafio constante. Os problemas iam desde financeiros, de logística, distribuição, linguagem, culturais, tudo o que você pode imaginar. Fazer um filme sem qualquer grande produtora por trás é muito estressante. Também foi um desafio porque fizemos um documentário que não puxa o saco da Apple ou é exagerado sobre os fãs. Sim, ele é bondoso com a comunidade de fãs, mas também apresenta algumas questões. Não queríamos fazer um filme que glorificasse a Apple Inc., e isso é difícil de fazer. Conseguimos ser o documentário número 2 na lista de mais vendidos na iTunes Store dos EUA, por isso, acho que todas as dificuldades valeram a pena.

MAC+ Você acha que o Mac está saindo do nicho de artistas e chegando ao mundo corporativo e das pessoas comuns?
KS Mais uma vez, vou citar o MacHEADS. Fiz a Andy Ihnatko, jornalista de tecnologia, a mesma pergunta. Ele disse, e eu concordo, que todo mundo hoje é criativo. Os computadores nos oferecem ferramentas simples e fáceis de usar para liberar nossa criatividade. Muitos dos estúdios onde trabalhei nos EUA usam PCs com Avid e Photoshop, quase tudo que você faz em seu Mac é possível fazer no PC. Mas eu digo que, ao trabalhar em um Mac, você se sente mais criativo. Macs não são tão populares no mundo corporativo e acho que isso é bom, já que, enquanto temos um oponente no mundo dos negócios, o PC, podemos ter um cuidado especial vindo da Apple.

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