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Conheça o significado dos nomes dos sistemas dos Macs

:: por Redação macmais :: 09/05/2012 :: 7 comentários

*Por Mario Amaya (@marioamaya)

O macmaníaco fiel sabe que, ao longo de sua história, o Mac mudou de processador e de sistema operacional várias vezes. O mérito da Apple em seu desenvolvimento tem muito a ver com sua capacidade de fazer grandes alterações estruturais sem “quebrar” totalmente o suporte aos usuários e aplicativos. “Not missing a beat” (não deixar atrasar uma batida sequer no ritmo) e “seamless” (sem emendas visíveis) foram as expressões que a empresa usou para a mais recente transição de processadores mas, em geral, vale também para as transições anteriores. A imensa adaptabilidade do Mac é um de seus segredos de sucesso.

As transições do software são mais impressionantes ainda, pois o Mac possui uma linhagem de sistemas operacionais que evoluiu sem parar e atravessou muitas mudanças com consistência notável, sendo ainda possível reconhecer a “cara”do Macintosh original de 1984 no OS X de hoje (e também no Windows 7, que pode ser considerado como um meio-irmão).

As várias fases do Mac revelam-se por seus nomes de sistema. No princípio, ele era apenas o System – e assim permaneceu por 13 anos, sendo as versões 1 a 5 mais ou menos sequenciais (um por ano) e as versões 6 e 7 especialmente longevas. A Apple rebatizou o System 7.6 como Mac OS, uma adaptação originalmente feita para os clones de Mac. Steve Jobs, ao retornar à companhia, decidiu que o novo sistema do Mac, baseado em seu trabalho na NeXT, seria chamado de Mac OS X –sendo o X simultaneamente uma alusão à tecnologia Unix do sistema e um numeral romano que indicava continuidade comos Mac OS anteriores, retroativamente denominados “clássicos”.

Isso quer dizer que as mudanças tecnológicas trouxeram consigo mudanças na maneira de nomear as versões do software. Por que os Systems 6 e 7 duraram tanto e o OS X não sai nunca do número 10 ponto alguma coisa? Na verdade, se ignorarmos os nomes e colocarmos numa linha do tempo as datas dos lançamentos,veremos que os ciclos de desenvolvimento não foram assim tão erráticos. Há, afinal, um método nessa loucura.

Os sistemas clássicos

Uma inovação que distinguia o software do Macintosh original era a transparência total do sistema para o usuário. Não havia um grande número de configurações ou acessórios. O sistema inteiro estava pré-gravado num chip de ROM (memória permanente) e a máquina ligava já pronta para o uso. A maneira de se usar o primeiro modelo de Macintosh consistia em inserir um disquete contendo o aplicativo e seus arquivos e trabalhar com ele – podia-se rodar unicamente um aplicativo por vez, juntamente com alguns Desk Accessories (precursores do Dashboard). Para mudar de programa, fechava-se aquele que estivesse em uso, ejetava-se o disquete e inseria-se outro disquete contendo outro programa. Eis o segredo para o sistemado Mac ser transparente: assim que um aplicativo era fechado, o Finder abria-se em seu lugar automaticamente, dando ao usuário a impressão de que ele estava sempre ali. De fato, o Finder não era visto como um programa à parte, mas como a própria “cara” do sistema.

Esse esquema simples (e, não por acaso, muito similar ao princípio de operação do primeiro iOS) era adequado para um computador com gráficos sofisticados lutando para funcionar em uma quantidade de memória minúscula. Mas ao cabo de seu primeiro ano, o Macintosh ganhou mais memória e seus primeiros acessórios importantes: rede local, disco rígido e impressora laser. Usuários começaram a tirar proveito das novidades imediatamente; ao mesmo tempo, os desenvolvedores criaram jeitos de expandir as capacidades do software.

Como o sistema original do Macintosh não era modular, cada mudança nele ou no hardware significava reescrever o sistema e dar-lhe um novo número de versão. Assim, o Mac original com 128KB de memória tinha o System 1.0. O Mac de 512 KB rodava o System 2.0. A introdução do disco rígido elevou a versão a 2.1. O Mac Plus veio com o System 3.0. O Mac SE veio com o System 4.0, e o Mac II com o 4.1. O System 5.0, lançado em outubro de 1987, foi o primeiro a permitir abrir vários programas ao mesmo tempo, num esquema rudimentar de “multitarefa cooperativa”.

System 6 e além

Em resumo, até o System 4 cada versão cheia trazia simplesmente funções adicionais que complementavam os novos modelos do Macintosh conforme surgiam. Uma mudança de filosofia aconteceu com o System 6.0, de abril de 1988, que foi criado para consolidar todos os recursos num sistema só. Suportando o novo processador 68030 e o drive de disquete de 1,44 MB, ele também servia em todos os Macs e periféricos até então produzidos. Atualizações de menor importância passaram a ser assinaladas no centesimal da versão 6. Por exemplo, a versão 6.0.4 trazia suporte ao Macintosh Portable.

Lançado em maio de 1991, o System 7 trazia uma infinidade de novos recursos, sendo um upgrade recomendado para todo mundo que tivesse memória suficiente instalada – ele já era grande demais para ser usado a partir de disquete. Um dos muitos avanços dessa versão foi o endereçamento de memória de 32 bits, que permitiu expandir muito a RAM, mas “quebrou” o funcionamento de muitos aplicativos. Solução? O painel de controle Memory dava a opção de trabalhar no esquema de endereçamento antigo enquanto não surgissem versões compatíveis dos aplicativos afetados.

O System 7.1 (agosto de 1992) foi o primeiro a ter um preço de venda; todos os anteriores eram distribuídos de graça. O System 7.1.2 (março de 1994) foi o primeiro a rodar nos processadores PowerPC. O System 7.5 (setembro de1994) é lembrado principalmente por ter implementado como recursos nativos muitas funcionalidades já existentes como shareware, na forma de painéis de controle e extensões.

O Mac OS 8.0, lançado em julho de 1997– logo após o retorno à Apple de Steve Jobs–, trouxe muitos recursos do fracassa do projeto Copland sobre o mesmo sistema básico de antes, que a essa altura exibia sérios problemas de estabilidade. Quando chegou o Mac OS 9, em outubro de 1999, os piores problemas estavam resolvidos, mas esse sistema já tinha um olho na compatibilidade com o futuro Mac OS X. No próximo artigo veremos a evolução do OS X , inicialmente em paralelo com o Mac OS clássico e depois como produto fundamental da Apple.

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*Matéria publicada originalmente na macmais 70.

7 comentários

  1. leydi lopez mendoza comentou 20:16 às 20 de setembro de 2012

    que coisa feia

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