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Desafio virtual

:: por Redação macmais :: 21/08/2009 :: Comentários Desligados

Desde que a Apple passou a utilizar os processadores Intel, um dos grandes atrativos foi a possibilidade de rodar Windows (XP, Vista e até mesmo o novíssimo e ainda não lançado oficialmente Windows 7) em seu equipamento. Na época dos processadores PowerPC, isso também era possível, embora com o auxílio do VirtualPC (aplicativo da Connectix que foi comprado pela Microsoft); no entanto, o Mac ficava tão lento que perdia na corrida contra uma lesma manca com um processador nas costas.

Hoje a vida é bem mais fácil. No Mac OS X 10.5, temos o Boot Camp (que fica em Aplicativos/Utilitários), que permite particionar o disco de sistema e instalar o Windows diretamente. Para tanto, basta selecionar qual dos sistemas operacionais você deseja utilizar, mantendo pressionada a tecla [Option] no momento da inicialização do Mac ou selecionando o sistema favorito no Painel de Controle (Windows) ou nas Preferências do Sistema (Mac OS X).

O desempenho do Windows em um Mac usando o Boot Camp é excelente, devido principalmente à qualidade dos drivers escritos pela Apple para os dispositivos (câmera, placa de vídeo, Bluetooth, USB) e tudo funciona redondo. No fundo, o Windows tem acesso a todo o hardware, por isso não é difícil imaginar por que o Mac é o melhor PC para rodar o Windows Vista! O único problema é que você precisa reiniciar o Mac sempre que deseja trocar o sistema operacional, e isso, depois de um tempo, fica meio chato.

Em razão disso, os softwares para virtualização (pois a Microsoft não lançou uma versão do Virtual PC para os novos Mac com processadores Intel) ganharam bastante atenção dos usuários. Eles permitem rodar o Windows dentro do Mac OS X, mantendo quase o mesmo desempenho do Boot Camp. Bastava instalar o aplicativo, definir o tamanho da memória alocada, criar um disco virtual e instalar o Windows. Muito simples! Já apresentamos resenhas e tutoriais de algumas opções aqui na MAC+, desde a nossa antológica número 1. Mas como é um assunto recorrente em nossa caixa postal, decidimos fazer um comparativo entre os três aplicativos que dominam a virtualização no Mac: Parallels 4.0, VirtualBox 3.0 e VMWare Fusion 2.0. O Parallels foi o primeiro a disponibilizar uma solução com funcionalidades e desempenho excelentes; depois vieram o VMWare Fusion (que já é muito conhecido no mundo PC, para virtualização de servidores e desktops) e o VirtualBox da Sun (que adquiriu os direitos do produto, e desde fevereiro de 2008 vem investindo pesado em seu desenvolvimento).

Em nossa análise, avaliamos diversos critérios que consideramos importantes para os usuários, tais como facilidade e tempo de instalação, integração entre os sistemas operacionais Windows e Mac OS X, velocidade de inicialização das máquinas virtuais, becape e softwares adicionais, entre outros. Utilizamos o Windows 7 Ultimate 64 bits Release Candidate 1 (que será o sistema operacional convidado), instalado a partir da imagem ISO que estava em um disco externo conectado via USB 2.0. O Mac de testes foi um MacBook Pro com processador Intel Core 2 Duo de 2.4 GHz, memória de 4 GB e disco rígido de 120 GB, com o Mac OS X Leopard 10.5.7 (que será o sistema operacional hospedeiro). Vamos aos resultados!

Instalação
O processo de instalação é muito simples em todos os aplicativos de virtualização testados. Basta selecionar a imagem que contém o Windows 7 como fonte de instalação, definir a quantidade de memória a ser alocada e criar o disco virtual. Cada um deles apresenta muitas outras opções de configuração, mas para nosso comparativo, aceitamos os valores sugeridos, exceto a memória de vídeo (que definimos como 128 MB) e a ativação da aceleração 3D (que não é padrão no VirtualBox, por exemplo).

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Vale a pena citar algumas limitações técnicas entre os aplicativos testados para a criação de máquinas virtuais. O número máximo de processadores que podem ser alocados para cada máquina virtual é de oito no Parallels, quatro no VMWare Fusion e de surpreendentes 32 (isso mesmo!) no VirtualBox. Com relação à memória (RAM), tanto o Parallels como o VMWare Fusion permitem separar até 8 GB para cada máquina virtual, enquanto o VirtualBox chega ao limite de 16 GB. Logicamente, você tem que dispor dessa quantidade de processadores e de memória instalada em seu Mac, com um pouco mais, porque ainda é preciso rodar o Mac OS X. Para a memória de vídeo, o Parallels aceita até 256 MB, enquanto VMWare Fusion e VirtualBox possibilitam um máximo de 128 MB. Para finalizar, o Parallels aceita até 16 placas de rede virtuais, enquanto o VirtualBox aceita oito e o VMWare Fusion, dez. Outro detalhe importante é que somente o VirtualBox tem versão em português (meio brasileiro, meio de Portugal, mas tudo bem); os demais, somente em inglês (ou alemão, japonês, francês como é o caso do VMWare Fusion).

No momento da instalação, ao selecionar o sistema operacional que vamos instalar, o VirtualBox é o único que já dispõe da opção para Windows 7 x64 (aliás, ele possui opções para quase todos os sistemas operacionais mais conhecidos). No Parallels, é identificado como “Windows 7 (experimental)”, e no VMWare Fusion, temos de utilizar a opção Windows Vista x64. Independentemente disso, todos são detectados e configurados. O VMWare Fusion somente incluirá uma opção específica para Windows 7 quando for lançada a versão definitiva do sistema operacional da Microsoft.

Como dissemos, existem muitas opções adicionais que podem ser configuradas para uma máquina virtual. Basta selecioná-las antes ou depois da instalação (mas ela deve estar desligada para permitir alterações). No Parallels, é a opção Configure; no VMWare Fusion, é Settings; e no VirtualBox, é a opção Definições. É possível alterar a quantidade de memória, do número de processadores, o compartilhamento de arquivos entre o Windows virtualizado e as pastas do Mac, repassar o status da bateria (no caso de MacBooks) para a máquina virtual, configurar impressoras, rede, adicionar discos rígidos, drives de CD/DVD, som e dispositivos USB, entre outros.

O Parallels, nesse quesito, é o vencedor. Possui muitas opções de configuração, bem detalhadas e fáceis de usar. Além das citadas, você pode configurar a ordem dos dispositivos de inicialização (disco rígido, CD/DVD, rede), ativar o Hypervisor, configurar a segurança (que define o nível de isolamento entre a máquina virtual e o Mac OS X), sincronização das áreas de transferência e da opção de arrastar e soltar para transferir arquivos entre os sistemas hospedeiro e convidado, além de muitas outras.

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Pudemos verificar que o VMWare Fusion é um pouco mais amigável na instalação do Windows 7. O assistente de criação da máquina virtual tem etapas para tudo, de modo a configurar o usuário e a senha de login, bem como a chave de licença, e aloca automaticamente 1 GB para a memória e 40 GB de disco dinâmico (que se expande conforme o uso, até o máximo de 40 GB), enquanto no Parallels e no VirtualBox essas configurações são feitas da maneira tradicional de instalação do Windows. Vale lembrar que esse mesmo assistente está disponível no Parallels com o intuito de definir essas configurações no momento da instalação, mas só funciona se o sistema operacional a ser instalado for Windows XP, Windows Vista ou Windows 2003 Server. Para o Windows 7, nada feito.

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Os virtualizadores possuem ferramentas extras que são instaladas no sistema convidado (no caso, o Windows 7) e servem para habilitar funções adicionais e detectar hardware. São o Parallels Tools, o VMWare Tools e as Adições do Convidado do VirtualBox. O Parallels e o VMWare Fusion, com a instalação das ferramentas, detectaram todos os dispositivos do sistema, configurando os drivers adequados (placa de som etc.), o que não ocorreu no VirtualBox, que reconheceu, mas não conseguiu configurar a placa de som. Isso pode ser apenas um detalhe que será posteriormente corrigido, pois com o Windows XP (que testamos anteriormente), esse tipo de problema não ocorreu.

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Outro detalhe que verificamos é quanto espaço em disco a instalação do Windows 7 ocupa realmente no Mac. Depois de concluída a instalação, o VMWare Fusion criou um arquivo de 7,21 GB, o VirtualBox utiliza 7,46 GB e o Parallels necessitou 8,6 GB. Nesses valores já está incluída a instalação das ferramentas adicionais de cada software de virtualização.

Tanto o Parallels como o VMWare Fusion permitem criar uma máquina virtual utilizando uma partição do Boot Camp já criada, sendo que no VMWare Fusion, o processo é muito mais simples, pois ele reconhece e configura automaticamente, deixando a opção na janela das máquinas virtuais disponíveis. Com o Parallels, você pode adicionar a partição do Boot Camp, mas deve fazer isso criando uma nova máquina virtual.

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No Quadro 2, apresentamos um resumo dos resultados referentes ao processo de instalação. O interessante é que o VirtualBox separa apenas 512 MB de memória para a máquina virtual e 20 GB para disco, mas até funciona bem. O problema é que esses valores baixos não são necessariamente uma vantagem, pois podem comprometer o desempenho da máquina virtual se você começar a instalar novos aplicativos, como o pacote MS Office, por exemplo. Vai acabar faltando memória ou espaço em disco!

Desempenho
Um dos quesitos mais importantes quando se analisa qualquer software de virtualização é seu desempenho para rodar os sistemas operacionais convidados. Não adianta ter o Windows dentro do Mac se ele se arrastar para executar qualquer tarefa, deixando também o OS X lento. Em nossos testes, a primeira verificação foi o resultado do Índice de Experiência do Windows (Windows Experience Index) obtido pelo Windows 7 em cada um dos aplicativos de virtualização. Os resultados foram muito bons, bem próximos aos obtidos com o Windows Vista 32 bits rodando no Boot Camp (que é nossa referência para testes, porque, teoricamente, é mais “pesado” e tem os drivers atualizados e funcionais da própria Apple), exceto na parte de vídeo. É válido ressaltar que a diferença em relação ao Boot Camp é muito grande, pois nele utilizamos os drivers adequados fornecidos pela Apple, e não os emuladores que os softwares de virtualização fornecem.

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No teste de inicialização do Windows 7, o mais rápido é o VirtualBox, que demora 38 segundos até chegar à tela de login, seguido pelo Parallels (42 segundos) e VMWare Fusion (50 segundos). Para os demais testes, simulamos ações do dia a dia, como acesso à internet, reprodução de vídeos de apresentação da Apple, download de arquivos do site da Mactopia e cópia de arquivo do sistema Mac OS X para a máquina virtual. Para isso, utilizamos um link de internet ADSL de 10 Mbps e o Internet Explorer 8 x64. Lembre-se de que podem ocorrer variações de tempo devido ao tráfego no site acessado; assim, considere essas informações de download de arquivos da internet como referência apenas.

A reprodução de vídeos também foi muito boa, não ocorrendo cortes ou saltos de imagem em qualquer das três máquinas virtuais. Destaque vai para o VirtualBox, que mesmo com 512 MB de memória se saiu muito bem nesse quesito.

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Integração
A interface de todos os programas é muito bem acabada, fácil de usar e de encontrar os recursos que desejamos. Você trabalha com muita similaridade a outros aplicativos para Mac. Dentro do programa de virtualização, se o Windows funcionasse separadamente do Mac OS X, já seria de grande ajuda. Mas o detalhe é que os virtualizadores testados permitem a integração entre o sistema convidado e o hospedeiro.

Cada aplicativo apresenta diferentes modos de visualizar o sistema convidado, com pequenas variações entre eles. Você pode usar o Windows 7 em tela cheia, em uma janela (e redimensionar essa janela simplesmente arrastando para ajustar o tamanho), ou integrado ao Mac OS X. Essa é uma opção muito interessante, que no Parallels é denominada Coherence. Já no VMWare Fusion é denominada Unity, e no VirtualBox é o Modo Seamless. Em vez de executar o sistema operacional em uma janela, a integração permite que o Windows seja visto como parte do sistema hospedeiro, com as janelas de aplicativos que rodam no Windows 7 funcionando como se estivessem rodando no Mac OS X.

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Essa integração é evidente mesmo no VirtualBox, apesar de ele deixar a barra do Windows visível sobre o Dock. Mas ao utilizar o Exposé, em todos os softwares de virtualização as janelas dos aplicativos do Windows se comportam como se estivessem rodando no Mac OS X. O Parallels possui um modo de visualização adicional chamado Modality, que, basicamente, é uma janela reduzida, em que você pode acompanhar as tarefas em seu Windows 7 enquanto trabalha no Mac, inclusive configurando seu grau de transparência para que não atrapalhe.

Para compartilhar pastas e arquivos, tanto o Parallels como o VMWare Fusion facilitam muito a vida do usuário. Ao instalar as ferramentas adicionais, você pode integrar as pastas de seu perfil de usuário do sistema operacional Windows (documentos, imagens, música) com as pastas equivalentes do seu perfil de usuário do Mac OS X. E também pode arrastar e soltar arquivos e pastas de um sistema operacional para outro. Já no VirtualBox, é necessário escolher a pasta que você deseja compartilhar no Mac OS X, e depois mapeá-la no Windows virtualizado, o que não é tão didático, e exige uma pequena olhada no manual. O Parallels também permite a utilização simultânea de dispositivos de armazenamento USB pela máquina virtual e pelo Mac OS X, o que não é possível no VMWare Fusion e no VirtualBox. Este é um grande diferencial a favor do produto.

O Parallels faz a associação automática dos tipos de arquivo para Mac e Windows. Isso é muito interessante, pois arquivos que estão no disco do Mac, com determinadas extensões, como .EXE, ao serem clicados, acionam automaticamente a máquina virtual no Parallels, abrem e depois rodam dentro da máquina virtual.

Funcionalidades
Aqui o Parallels deixa a concorrência para trás. Ele possui uma série de recursos e de aplicativos que auxiliam muito no dia a dia, e que os outros não têm. Por exemplo, a função Speech (Parallels Desktop > Preferences > Speech) permite a utilização de comandos de voz para comandar a máquina virtual. Com eles, você pode iniciar, dar pausa, resetar ou desligar a máquina virtual, fazer um snapshot ou um clipe (uma parte da tela do Mac OS X, que fica visível dentro da máquina virtual mesmo em tela cheia), alterar o modo de visualização, entre outras coisas. O VMWare Fusion e o VirtualBox não passam nem perto disso.

Outra funcionalidade muito legal (e que somente o Parallels tem) é o Parallels Mobile, que permite controlar a máquina virtual a partir de um iPhone. O Parallels também fornece ferramentas específicas para o gerenciamento de mídias removíveis e dispositivos USB (SmartMount e SmartConnect), modo de economia de energia para baterias, permite criar cópias exatas de máquinas virtuais (Clone), e transformar máquinas virtuais em modelos (Templates), que depois podem ser utilizados para criar novas máquinas.

Outras interessantes ferramentas do Parallels são Parallels Explorer, Parallels Compressor e o Parallels Image Tool. O Parallels Explorer é uma ferramenta de fácil utilização, que permite acessar o conteúdo de máquinas e discos virtuais com a máquina virtual desligada, modificá-la e mesmo transferir arquivos e pastas. Está disponível para o Mac OS X, e permite acessar os formatos de disco HDD/PVS (Parallels), VMDK/VMX (VMWare) e VHD/VMC (Microsoft), com os formatos de sistemas de arquivos Fat16/32, NTFS e Ext2/Ext3. Além do Parallels Explorer, temos o Parallels Mounter, que é integrado ao Finder. Ele permite montar e acessar o conteúdo das máquinas virtuais sem a necessidade de abrir o Parallels Explorer. O VMWare Fusion possui uma ferramenta similar, o VMDKMounter.

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Também existem ferramentas de migração para criar máquinas virtuais a partir de outras máquinas virtuais, microcomputadores reais ou do Boot Camp. É o caso do Parallels Transporter e do VMWare Converter (que deve ser baixado à parte). O Parallels Transporter permite migrar máquinas virtuais da Microsoft (Virtual PC), VirtualBox e VMWare Fusion, enquanto o VMWare Fusion pode importar diretamente (sem o VMWare Converter) as máquinas do Parallels e do Virtual PC. O VirtualBox, desde a versão 2.2, permite importar e exportar máquinas virtuais criadas no padrão Open Virtualization Format (OVF), e pode utilizar os formatos VDI (próprio), VMDK ou VHD.

Para finalizar, temos o Parallels Compressor, que reduz o tamanho das máquinas virtuais, removendo o que é desnecessário, e o Parallels Image Tool, que permite trabalhar com seus discos virtuais, aumentando a capacidade, alterando o tipo e formato, diminuindo o tamanho ou fazendo a consolidação de snapshots de máquinas virtuais que utilizam esses discos.

Segurança
Com relação à segurança, vale lembrar que mesmo estando dentro do ambiente Mac OS X, você ainda está rodando Windows, logo, aquela mensagem de que seu computador está correndo riscos e sujeito a ameaças como vírus e programas espiões é totalmente verdadeira. Também é importante analisar como você fará
o becape de sua máquina virtual, principalmente se caso utilize aplicativos importantes.

Tanto o VMWare Fusion como o Parallels fornecem um aplicativo antivírus e antispyware por 12 meses, já o VirtualBox não. No VMWare Fusion, temos o McAfee VirusScan Plus, e o Parallels traz o Internet Security, fornecido pela Kaspersky. Ambos são bons produtos de segurança, mas nenhum dos dois funcionou corretamente no Windows 7. Isso não é culpa do software de virtualização, mas do aplicativo antivírus. As próximas versões já deverão ter total compatibilidade.

Mesmo que você tenha um antivírus no Mac OS X, alguns não monitoram o tráfego e o acesso à internet que é feito pela máquina virtual. Fornecedores como Intego e Symantec oferecem pacotes com licença tanto para a máquina virtual como para o Mac OS X.

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Os três aplicativos  de virtualização permitem snapshots (capturas) do estado da máquina virtual. Assim, caso ocorram alterações indevidas, você pode reverter para um estado anterior. A vantagem do Parallels e do VMWare Fusion é que os snapshots podem ser feitos de modo automático, garantindo maior segurança em caso de problemas. Além disso, o Parallels vem com os aplicativos Acronis True Image Home (para becape e recuperação) e Acronis Disk Director Suite (para gerenciamento de discos, incluindo reparticionamento), que fornecem proteção adicional para seu Windows virtualizado. Somente esses dois softwares custam aproximadamente US$ 80.

Conclusão
Os três programas de virtualização cumprem bem o seu papel. São rápidos, não consomem muitos recursos do sistema e dispõem de diversas soluções que facilitam a vida do usuário.

O Parallels, pelo desempenho e recursos adicionais (que oferecem mais flexibilidade ao usuário) está muito adiante dos demais aplicativos e ganha nossa preferência.

O VMWare Fusion vem em seguida, pois é um produto em fase de amadurecimento, mas com muitos recursos, com o VirtualBox em terceiro lugar. Logicamente, para um produto gratuito (para uso pessoal), o VirtualBox já é bem completo, e possui ampla compatibilidade tanto para o sistema operacional hospedeiro como para o convidado, mas não possui recursos como o de arrastar e soltar, nem o mesmo nível de integração dos sistemas operacionais que têm o Parallels e o VMWare Fusion.

Sugerimos que você aproveite as versões de teste disponíveis nos sites de cada produto e experimente os três antes de escolher o que melhor atende às suas necessidades, antes de investir US$ 80 ou de adotar um programa gratuito que não oferece as funções desejadas.

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Aureo Monteiro Tavares ainda utiliza o Windows por questões profissionais, mas o roda dentro do Mac.

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