Um, dois, três…
A Apple, muitas vezes, me impressiona. O iPad nem bem fez um ano de existência (se contarmos que ele foi lançado em abril de 2010) e já foi reformulado por fora e por dentro. Parece que a primeira versão da tablet não estava bem acabada, agora é que é para valer. O novo design, um processador mais potente, as câmeras frontal e traseira, tudo isso realmente empolgou o applemaníaco, que já começa a vender seu modelo antigo para poder comprar o iPad 2. Imagino algumas filas no dia 11 de março na frente das lojas da Apple nos Estados Unidos (este texto, caro leitor, está sendo escrito apenas um dia depois do grande lançamento).
Mas todas as novas funcionalidades não foram suficientes para os críticos de plantão, que mais uma vez, como fizeram no ano passado, já destrataram a segunda geração da tablet mais vendida em todo o mundo, dizendo que não será um sucesso. Bom, como são as mesmas pessoas que erraram em todas as suas previsões de que o iPad original seria um fracasso total, estou tranquilo. O melhor é não dar ouvidos a eles e tentar analisar friamente o que a nova versão realmente representa.
Jonathan Ive diz no vídeo promocional feito pela Apple que nunca tinha visto um produto tão impactante ser reformulado em tão pouco tempo. Eu também não lembro de nada igual. O iPad foi extremamente revolucionário e criou uma nova categoria de computadores, menores, porém poderosos o suficiente para serem usados em diversas atividades, de lazer ou trabalho. A computação móvel chegou a um novo patamar com o surgimento do iPad. Com toda a propriedade do mundo, Steve Jobs disse para quem quisesse ouvir que 2010 foi o ano do iPad.
E o que a concorrência fez nesse tempo todo que passou? Nada. Ficou literalmente correndo atrás do prejuízo, como dizem os locutores de futebol com suas frases feitas. Por que correr atrás do lucro e do sucesso eles não conseguiram. Apenas a Samsung colocou no mercado uma tablet, o Galaxy Tab; contudo, com um versão do sistema operacional Android de smartphones adaptado e sua tela menor, não empolgou. A Apple nadou de braçada e sozinha na piscina.
E chega 2011, com muitas promessas. Na CES (Consumer Eletronics Show) e no Congresso Mundial de Mobilidade de Barcelona, diversos fabricantes começaram a mostrar suas armas para uma guerra anunciada. Mas eles falharam novamente. Os principais modelos de tablets só serão lançados no meio do ano. Repetindo: no meio de 2011. E o iPad 2 já está aí, lindo e faceiro, deixando a concorrência mais perdida do que já estava antes. E, mais uma vez, Steve Jobs foi certeiro em afirmar que “2011 será o ano dos plagiadores”. Sim, agora os produtos que pareciam “topo de linha” nascem com um jeitão de coisa antiga, ultrapassada.
A Apple foi acusada de ser defasada com seus Macs nos últimos anos. Com iPod, iPhone e iPad, ela deu a volta por cima. Criou um novo mundo tecnológico sem o qual não sabemos mais viver sem. E os Macs, quem diria, são a plataforma computacional que mais cresce no mundo.
Steve Jobs sorria na apresentação do iPad 2, dizendo que tinham trabalhado muito naquele projeto e ele não poderia faltar à festa. Foi realmente lindo de se ver.
É isso.
Sérgio Miranda
Editor (@macmais)


Realmente esse iPad2 melhorou muito. Agora eu penso em comprar um, mas ainda está faltando o rádio e a tv digital.
Quando um iPad substituir um netbook, com certeza comprarei. Talvez o ipad 4, com tv e maior sinergia com outros hardwares, maior capacidade de armazenagem e, principalmente uma entrada usb.
Todo produto que tenha a categoria de “lançamento” deve-se esperar sempre pela 2ª ou 3ª versão do mesmo, pois a 1ª é sempre meio “beta” e cheia de arestas. Depois c/ o produto “rodando” por aí é que se percebe o que precisa-se aperfeiçoar…
Isso vale pra tudo, seja computador, celular, carro, etc.
;O)
Mac-Saudações