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iMac i5: novo lançamento da Apple que vai fazer sua cabeça

:: por Redação macmais :: 14/01/2010 :: 7 comentários

por Sérgio Miranda*

Quem já acompanha os lançamentos da Apple há alguns anos sabe o que a empresa pensa sobre seus dois mercados consumidores: para os usuários profissionais, tudo e mais um pouco, principalmente em processador, placa de vídeo, possibilidade de expansão, entre outras coisas; para os usuários domésticos, máquinas bonitas, de qualidade, com diversas opções de conectividade, porém processamento e opções de vídeo mais modestas. Nada que tenha causado choques e guerras, mas sempre foi comum termos iMacs poderosos, embora deixem um gostinho de quero mais.

Desta vez, Steve Jobs e seus engenheiros resolveram dar um presente para seus leais usuários domésticos: um iMac com processamento digno de um Mac Pro. A nova linha de iMacs com chips i5 e i7 (este último apenas disponível por encomenda) é tudo o que qualquer usuário de Mac pode querer (ao menos aqueles que gostam de monitores extrabrilhantes). Com sua impressionante tela de 27 polegadas widescreen, ele é incrível em todos os aspectos, tanto no exterior como na hora de demonstrar seu poder de fogo.

Antes de começar, um pequeno agradecimento à Xpediant, que conseguiu trazer um iMac i5 para nossos testes em tempo recorde.

Parece menor, mas é maior

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Atenção aos detalhes Apesar de não parecer tão diferente de seus antecessores, o novo iMac de 27 polegadas traz, sim, algumas novidades. As bordas ao redor da tela foram suprimidas e o vidro que protege o LCD fica encaixado na base alumínio (1). A parte de trás do iMac, que antes era de plástico preto, agora também é de alumínio, deixando o conjunto muito mais harmonioso. A saída de som fica na parte de trás, igualzinho aos modelos anteriores (2), juntamente com as quatro portas USB e uma FireWire 800 (3). Até o cabo de força foi modificado, ostentando a famosa frase “Criado pela Apple na Califórnia” (4). Teclado sem fio e Magic Mouse completam o pacote de atualizações na linha iMac, a mais longeva da Apple atual (5)

Colocado lado a lado com seu antecessor, o iMac de 24 polegadas, o novo modelo de 27 polegadas não parece assim tão diferente. Na verdade, só se tem a impressão de ele ser mais largo – na altura, eles são praticamente iguais (na verdade, o de 24 polegadas é cerca de 0,3 centímetro mais alto). Como a Apple conseguiu fazer isso? Fácil: eliminou as bordas laterais ao redor da tela, diminuiu a área de alumínio na parte de baixo, deixando a faixa mais estreita e o logo menor. São pequenas mudanças estéticas, mas que evitaram transformar o novo iMac em um monstro de proporções gigantescas. Mesmo assim, ele é imponente sobre a mesa do escritório

Outra comparação que pode ser feita com os modelos anteriores é que o novo i5 tem um clock menor, de 2,66 GHz, enquanto os iMacs com o processador Core 2 Duo já atingem velocidades de 3,06 GHz (inclusive há um iMac de 27 polegadas com esse processador). Pode até parece desvantagem numérica, mas a brutal diferença é que o i5 possui quatro núcleos independentes (por isso ele é conhecido como quad core), enquanto os Core 2 Duo têm apenas dois núcleos. Quando colocados em linha para correr, a vantagem do i5 nos testes tradicionais de benchmark é muito maior, porém, em algumas tarefas básicas, a coisa não é bem mais rápida do que nos Core 2 Duo.

Mas não é só no número de núcleos que o i5 leva vantagem: a nova placa possui mais RAM incorporada na CPU (8 MB, em vez dos tradicionais 3 MB ou 6 MB dos modelos Core 2 Duo, além da nova arquitetura de memória chamada QuickPath, que inclui uma controladora específica na CPU, em vez de deixar o processador usar a memória via placa (chipset).

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Essa estratégia de usar o QuickPath acabou mudando os planos da Apple, que apostou diversas fichas no chipset 9400M da NVIDIA, que trazia em um só pacote diversas funcionalidades (controlador de memória, de HD, USB, áudio, rede e placa gráfica). Em vez disso, optou por uma nova placa de vídeo, a ATI Radeon HD 4850, com 512 MB de memória dedicada. Tudo bem que, no mercado, existem muitos PCs rodando Windows com muito mais VRAM (principalmente aqueles dedicados a jogos, já que quanto mais memória na placa de vídeo, melhor o desempenho do game). O iMac foi feito pensando nas pessoas que têm uma vida digital intensa usando os programas do pacote iLife, que não são consumidores vorazes de vídeo. Ainda assim, quem quiser fazer uma partidinha usando o Boot Camp não vai se decepcionar com o desempenho da placa de vídeo.

O iMac de 27 polegadas traz outra novidade interna quando comparado aos modelos anteriores: quatro slots de memória, em vez dos dois slots padrão. Assim, fica bem mais fácil aumentar para 8 GB de RAM (esses iMacs aceita até 16 GB!), já que ele vem com dois pentes de 2 GB, precisando apenas de mais dois para completar os 8 GB pretendidos. Nos iMacs lançados no início de 2009 (que podem aceitar essa quantidade de memória RAM), são apenas dois slots, por isso, é preciso comprar pentes de 4 GB, ainda muito caros quando comparados aos de 2 GB.

Tela mais que brilhante

Apesar de crescer o número de usuários descontentes com as telas glossy presentes em praticamente todos os monitores oferecidos pela Apple (apenas os antigos monitores de 20, 23 e 30 polegadas são opacos), o novo iMac é tão impressionante com sua grandiosidade de 27 polegadas que não é possível passar por ele sem ficar pasmo. A resolução de 2560×1440 é próxima ao monitor de 30 polegadas (2560×1600). São quase quatro telas do MacBook de 13 polegadas (cada um com 1280×1440) em um único monitor. Uma foto de tela cheia do iMac 27, por exemplo, gera um arquivo PNG de 1,6 MB.

Tamanho, porém, não é documento. Mais do que ser grande, a tela do iMac de 27 polegadas agora usa retroiluminação de LED, bem mais brilhante e econômica que os monitores LCD tradicionais. Além disso, ele vem com a tecnologia ISP (in-plane switching) LCD, em vez dos mais baratos de 6-bit TN (twisted nematic), que não conseguiam reproduzir as “milhões de cores” que a propaganda da empresa dizia que o usuário teria. A Apple foi processada por essa mancada e resolveu gastar um pouco mais. A tecnologia ISP consegue gerar cor, contraste e uma variação de ângulos bem maior do que qualquer outro monitor disponível. Como nos modelos anteriores, a tela glossy vem coberta por um painel de vidro, mas agora elas vão até os cantos superiores do computador. As bordas de alumínio sumiram, e o vidro fica encaixado na base. Ficou muito mais bonito, mas bem mais perigoso. Diversos usuários reclamaram de rachaduras nas bordas, causadas no transporte do computador, o que é explicável porque, para ser mais ecologicamente correta, a Apple diminuiu a quantidade de isopor de proteção. Com o balançar, uma pequena batida pode causar danos irreparáveis.

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Tudo sem fio

Ao que tudo indica, a Apple acredita mesmo um mundo sem fio. A empresa foi a primeira a adotar um padrão Wi-Fi no final do século passado, e também foi pioneira a incluir a tecnologia Bluetooth, adotando-a como um padrão. À exceção do Mac Pro, todos os outros computadores fabricados pela Apple já vêm com Wi-Fi e Bluetooth integrados. Então, por que o mouse e o teclado ainda vinham com fio? Bom, qualquer que fosse o motivo, ele não existe mais. A partir desta nova geração de iMacs, tanto o teclado como o mouse que vêm na caixa são Bluetooth.

Se por fora o teclado sem fio do novo iMac é muito parecido com o modelo lançado em 2007, sem o teclado numérico auxiliar (aquele que ficava na lateral direita, muito prático para quem usa muito os números), por dentro há pequenas diferenças. Agora, ele não precisa mais de três pilhas para funcionar, apenas duas. Olha a economia de energia aí, gente!

Existe, porém, uma questão matemática a ser enfrentada: as duas portas USB que antes estavam disponíveis no teclado, agora não existem mais. Mesmo o modelo pequeno, com fio, tinha as portas USB, que somadas às quatro traseiras, formavam seis portas disponíveis. Mas é só lembrar que mouse e teclado, antes, ocupavam uma porta cada, o que não acontece mais. Então, sobravam quatro portas, as mesmas que estão disponíveis no novo iMac. Contudo, há um problema: para conectar iPods, iPhones e câmeras fotográficas, era mais fácil fazer isso com a porta USB do teclado.

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Já no caso do mouse, não há muito mais o que falar. O Magic Mouse já fez a cabeça dos macmaníacos em todo o mundo, sendo um dos gadgets mais procurados tanto nas Apple Stores como em outras lojas especializadas. É muito comum o comprador ter de fazer uma peregrinação para achar um Magic Mouse dando sopa por aí. Leia mais sobre o mouse mais legal que a Apple já produziu na MAC+ 43.

Sempre conectado

Como todos os Macs produzidos recentemente, o novo iMac também tem uma grande variedade de conexões disponíveis: quatro portas USB; uma FireWire 800; conexão de áudio, compatível com o padrão analógico (típico de fones de ouvido) e óptico (S/PDIF) e com os fones do iPhone e do iPod shuffle novo, com o controle remoto; porta Mini DisplayPort com suporte a VGA, DVI/HDMI e que pode ser usada para transformar o monitor do iMac de 27 em um monitor externo (esta porta não aceita entrada e saída de áudio, mesmo usando um cabo HDMI, sendo necessário o cabo híbrido Mini DisplayPort mais USB ou então usar um cabo analógico ou toslink para o áudio); e, finalmente, Gigabit Ethernet.

Não vamos mencionar o drive óptico, que é o mesmo há alguns anos (SuperDrive de 8x). Uma pena que a Apple ainda não tenha feito o acordo final que trará a tecnologia Blu-ray para o mundo macmaníaco. Ao lado do SuperDrive, uma porta SD para conectar os populares cartões usados pela grande maioria das câmeras digitais compactas. Mas não é só isso. O conector SD também é compatível com cartões MMC e SDHC de até 32 GB (cartões MiniSD e MicroSD precisam de um adaptador).

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E para completar, o iMac ainda tem um sensor infravermelho para usar com um Apple Remote (que, obviamente, não vem junto com o equipamento). E não podemos esquecer a câmera iSight integrada, o microfone (que fica no topo do iMac, como em todos os outros modelos) e caixas de som bastante decentes (a saída do som continua na parte de trás, embaixo da haste do pedestal).

Vale quanto custa?

Ter quatro processadores à disposição é algo que nenhum usuário de computador vai deixar de lado. Junte a isso uma tela de 27 polegadas widescreen brilhante, pronta para conexões sem fio de qualquer natureza, com um mouse multitoque, possibilidade expansão de memória até 16 GB (gastando uma grana violenta, é verdade!), slot para cartão SD e um visual estonteante, e você tem um vencedor em qualquer categoria. Mesmo com os problemas encontrados até o momento.

Em nossos testes, usando o computador para tarefas diárias (editar fotos, importar músicas pelo iTunes e internet), ele se comportou muito bem. É claro que essa verificação é bastante subjetiva, mas algumas tarefas ficaram bem mais rápidas do que usando um iMac com o processador Core 2 Duo. Outras, porém, foram decepcionantes, como converter um vídeo com o HandBrake (levou mais tempo que o iMac de 24 polegadas de 3,06 GHz). Além disso, enquanto fazíamos a conversão, a ventoinha disparou depois de um dia inteiro sem ouvir um barulhinho sequer. Após alguns minutos, porém, o barulho foi sumindo aos poucos até voltar ao silêncio habitual.

A grande vantagem é que os iMacs que chegaram ao Brasil no final de dezembro estão com seus preços, proporcionalmente falando, mais baixos do que no lançamento ocorrido no começo do ano, quando chegaram os iMacs de 24 polegadas de 3,06 GHz. Naquela época (MAC+ 36), o iMac mais barato saía por R$ 6 mil, enquanto o topo de linha não saia por menos de R$ 10.700. Hoje, você poderá comprar um iMac i5 com quatro processadores por R$ 7.400 (nos EUA, ele custa US$ 2 mil). Não vamos aqui dizer que está a preço de banana, mas ao menos a situação melhorou muito. E convenhamos, é muito mais barato do que comprar um Mac Pro mais um monitor classudo para causar inveja aos amigos.

Apple não é mais a mesma

Vivemos sob a impressão de que Macs, iPods e iPhones são infalíveis, afinal, são produtos criados com o aval do tirano do design e da qualidade Steve Jobs e deveriam ser perfeitos. Mas não são. E o iMac de 27 polegadas é um exemplo disso.

Alguns usuários informaram que as telas do novo iMac de 27 polegadas racharam nos cantos. E para piorar, os modelos que usam a placa de vídeo ATI Radeon HD 4670 (Core 2 Duo de 3,06 GHz) ou a HD 4850 (i5 e i7) piscam intermitentemente, em intervalos irregulares. O problema, que já criou centenas de páginas de discussão no fórum de suporte da Apple, só foi resolvido com um update de firmware.

Um dos iMacs que testamos, o de 3,06 GHz, apresentou o problema, mas isso foi resolvido com uma atualização do sistema (do Snow Leopard 10.6.1 para o 10.6.2).

Ecologia no nível máximo

Desde 2007, quando lançou a primeira versão do iMac de alumínio, a Apple ampliou sua demonstração de que é uma empresa ecologicamente correta. Isso, claro, depois de ter sido acusada violentamente pelo Greenpeace, organização internacional de defesa do ambiente. O grupo, inclusive, criou uma campanha (que ainda está online), mostrando lixões tecnológicos com produtos Apple, exigindo que Steve Jobs fizesse algo. E ele fez.

Praticamente toda linha de produtos Apple agora é feita com produtos que não agridem tanto o ambiente. Na verdade, a empresa foi a primeira a se livrar de diversos componentes tóxicos que são usados normalmente na fabricação de computadores, como mercúrio (nos monitores), além de criar baterias para notebooks que consomem menos energia e são mais eficientes. Para provar que não está brincando com a natureza, ela começou a emitir relatórios de impacto ambiental para seus produtos, que estão disponíveis no site (no entanto, os PDFs ainda estão em inglês).

Tudo nos novos iMacs é ecologicamente melhor do que em outros computadores. O uso de alumínio e vidro (recicláveis), nada de arsênico, PVC e mercúrio nas partes internas, plástico abolido até da parte de trás (agora, é também de alumínio), além de ser bem mais econômico no gasto de energia. Por isso, as máquinas receberam nota máxima no EPEAT, um sistema de avaliação de produção de equipamentos eletrônicos, e também está de acordo com o Energy Star versão 5.0. Até nas embalagens, cada vez menores e feitas de matérias mais recicláveis, a empresa vem apostando (embalagens menores, mais produtos nos caminhões e aviões, menos viagens, mais economia), mesmo quando isso pode gerar um transtorno, como as telas quebradas dos iMacs de 27 polegadas.

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Benchmais

A comparação mais séria do iMac seria mesmo com os Macs Pros, já que os antigos modelos Core 2 Duo não têm como competir com os quatro núcleos do i5. Mesmo assim, resolvemos colocar lado a lado apenas a antiga e a nova linha de iMacs, para ver se as vantagens são realmente importantes. As notas que o iMac de 27 polegadas recebeu dos programas GeekBench e XBench são bem mais altas que as do iMac de 24 polegadas com chip Core 2 Duo de 3,06 GHz, mas, em algumas tarefas diárias, o novo i5 não consegue se distanciar tanto de seus antecessores.

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Sérgio Miranda fica muito feliz em poder testar Macs tão bacanas e tão rápidos. E aproveita para, novamente, agradecer à Xpediant por ter trazido um iMac i5 para fazermos nossos testes.

*Matéria originalmente publicada na MAC+ 44.

7 comentários

  1. Emanoel comentou 10:40 às 19 de janeiro de 2010

    Uma pequena correção na tabela comparativa e no texto sobre o Intel i5: A memória presente no processador é do tipo cache, que é MUITO mas rápida que a memória Ram.
    O i5 Possui na verdade 8 MB de cache L3, compartilhado entre os quatro núcleos, e ainda mais 256KB exclusivo de cada núcleo, totalizando 9 MB de memória cache (isso excluindo a memória L1 do processador).

  2. Marcelo comentou 1:37 às 20 de janeiro de 2010

    Um verdadeiro MacPro com um belo desingner. Imagina o que faz um i7. Mas gigante mesmo serão os novos MacPro, se iMac esta assim, imaginem.

  3. Otamar de Carvalho comentou 17:52 às 18 de fevereiro de 2010

    Jáfui usuário do Mac OS X. Talvez por falta de assistência técnica, larguei o Mac e voltei ao PC. Embora bom, penso no retorno ao iMac. Vi e experimentei o de 21,5″, assim como o de 27″. Considero esse tamanho um exagero. Pergunto: o de 21,5″ já não faz a alegria de quem bem que gostaria de ser um “macmaníaco”?

  4. Otamar de Carvalho comentou 10:59 às 28 de fevereiro de 2010

    Tomei a decisão. No dia 23 deste mês de fevereiro de 2010 comprei o iMac 3.06 GHZ, de 21,5″. Já estou trabalhando para tentar dominá-lo.
    Acredito que vai compensar. Para quem tem uma base de dados e informações grande, como eu, a migração demanda tempo. Mas estou na batalha.

  5. Denizard Dennis comentou 22:58 às 9 de março de 2010

    Olá gente!
    Adorei o release.
    Sou produtor de vídeo(casamentos) em Belo Horizonte, e acabei de adquirir um imac com processador i7, 4GB de mem(pretendo adquirir mais 4 fora da loja da apple…) 27 polegadas, ainda não recebi a “máquina” devido ao prazo absurdo que a apple do Brasil pediu para o envio.
    Espero te acertado na compra e que tenha mesmo sido melhor que “montar” um PC co o mesmo processador.
    Abraço.

  6. rafael comentou 23:55 às 12 de maio de 2010

    há um equívoco em relação às caixas de som. elas são localizadas perto da memória ram, embaixo da tela, e nao abaixo da haste (aquelas são fendas para ventilação).

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