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Baralho Apple: um item ultracolecionável

:: por Redação macmais :: 15/08/2011 :: Deixe um comentário

Por Mario Amaya*


Bonitinho e irônico O visual do baralho é cem por cento Copland, com uma estilização “pesada”, hermética e maneirista, que remete diretamente ao último e conturbado período da história da Apple antes do retorno de Steve Jobs ao comando.

Por Mario Amaya*

Se ao longo do século 21 a Apple construiu uma rede mundial de lojas próprias para a venda direta de seus produtos, nas décadas anteriores, ela deixava isso por conta das revendas. Assim como nas Apple Stores de hoje, os espaços comerciais reservados à Apple vendiam Macs, programas e acessórios.

Só que as lojas de antigamente tinham inutilidades voltadas aos admiradores fanáticos: camisetas, camisas, moletons, canecas, bonés, canetas, chaveiros, relógios de pulso, agendas, broches, pingentes, adesivos, pôsteres e cartazes. A Apple de hoje não permite esse comércio. Apenas a Company Store, loja para funcionários da empresa na sede em Cupertino, ainda tem esse tipo de lembrancinhas.

No meu museu privado, ainda resistem vários broches da maçã, uma ou duas canetas, um boné de jeans com o logo “Apple” em letras de cores variadas (dois anos antes de um tal de Google aparecer com um logo muito similar), uma camiseta e pôsteres da campanha “Think Different”. Mas no meio da coleção há um item tão inusitado que simplesmente não pode ser encontrado em buscas na web, não está à venda no eBay e imagino que, sendo raro desse jeito, possa valer uma modesta fortuna nos dias atuais. É um baralho com temas visuais do Copland, o sistema operacional futurista para o Mac que a Apple nunca conseguiu lançar e deu origem por vias tortas ao Mac OS 8 em 1997.

Os naipes desse baralho são os seguintes: usuário, despertador, lixeira e bomba. O usuário é uma carinha bege genérica que o sistema clássico usava e não tem equivalência no Mac OS X. O despertador tem uma referência ainda mais antiga, o Alarm Clock Desk Accessory, que nasceu com o Mac, em 1984. A lixeira não precisa de apresentações. A bomba precisa, porque não existe no Mac OS X, mas era bastante popular no Mac OS clássico. Nos tempos pioneiros, com certas configurações de software e hardware, o infeliz usuário poderia ver a tela de bomba várias vezes em um mesmo dia; e essa tela significava nada menos que “seu computador travou, reinicie-o”. Mais fofa que a tela azul do Windows, mas travar é travar. Por fim, o coringa do baralho é o “Mac feliz” que aparecia por uns instantes ao ligar a máquina.

Se você me perguntar por que a Apple distraía-se vendendo baralhos enquanto perdia bilhões de dólares em meio à sua maior crise, pergunto de volta: por que a extremamente lucrativa Apple de hoje não dá uma nova chance às lembrancinhas?

Mario Amaya (@marioamaya) tem notícia de um ótimo jogo de cartas… para iPhone.

*Matéria originalmente publicada na MAC+ 52.

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