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Encontre meu iPad, já!

:: por Redação macmais :: 22/04/2011 :: 3 comentários

por Simone Lehwess Mozzilli

Vejo que é um novo segurança, peço pra chamar alguém do banco pra me reconhecer, antes que eu tenha que detalhar todos meus pertences. Nada feito. É iPad, iPhone, computador, capacete, mochila, tudo empilhado na porta por não caber no buraco para metais e afins. Passo e na hora de recolher toda a zona, não me dou conta do iPad. Entro no banco, faço os pagamentos e vou embora.

20h10: Já em casa, sinto falta do tablet. Penso que deva estar no escritório. Deixo para ver no dia seguinte.

Sexta-Feira – 11/03/11

17h30: Nada do meu iPad. Passo o dia procurando nos dois escritórios e em casa. Lembro do Find My iPhone. Conecto e o primeiro sinal mostrava ele na Rua Conselheiro Carrão. Nem carrinho eu tenho, como ele teria ido pra lá?

20h40: Na 36º DP, os policiais acompanham, maravilhados, a movimentação do gadget. E lá ia ele pro Tatuapé. Fui aconselhada a segui-lo e, quando estivesse perto, chamar policiais, para acompanhamento em caso de perigo.

22h: Base policial do Tatuapé, poucos quilômetros da Faculdade Sumaré onde, segundo o Find My iPhone, estaria o iPad. Os policiais combinam a saída. Carros a postos, vamos lá, sacolejando no banco traseiro enquanto as sirenes tocam e os motoristas cantam pneus, sobem nas calçadas e entram em becos. Pergunto por que isso, e o policial sorridente me responde que naquela região eles não são bem vistos.

22h30: Saída da faculdade: quatro portas, uma viatura em cada. Sargento, diretora da instituição, iPhone e eu. A diretora não autorizou a entrada dos policiais para fazer a revista nas salas, tínhamos que pegar o iPad enquanto ele iria para casa. Eis que ele sai; ele e mais 200 estudantes. Sem chance. Seguindo o ponto na tela, vejo o tablet disparar na Avenida Aricanduva. Vamos seguindo. Pausa no Corrégo Bom Jesus. Pronto, agora meu iPad aprendeu a nadar.

Sábado – 12/03/11

13h: Nada de água, o sinal agora vem de Guaianazes. Não iria importunar os policiais novamente, ainda mais depois de ter tido aulas de tiro. Acompanho todo o minúsculo trajeto do iPad dentro de uma casa. Uma coisa os policiais me ensinaram: não posso invadir a casa de um suspeito. Os sinais somem.

Domingo – 13/03/11

Nada. Ou a bateria acabou ou o suspeito tirou o localizador.

Segunda-Feira – 14/03/11

10h: Resolvo refazer todo caminho percorrido na quinta-feira. Vou ao banco. Conto a história à minha gerente jurídica. O segurança da porta, que não me autorizoua entrada, comenta que uma das funcionárias do banco pegou o iPad. Disse que, não me avisou por achar que ela fosse entregá-lo a mim. Faculdade? Casa? Exatamente os mesmos endereços. Minha gerente física sai à procura da funcionária e descobre que ela está em casa. Outra gerente liga para a  suspeita e esta diz que pegou o iPad e guardou em sua mesa na agência. Nada na mesa. A gerente pede pra que eu volte no dia seguinte.

Terça-Feira – 15/03/11

10h: Uma outra funcionária conta, enquanto eu espero no hall do banco, que na quinta-feira a suspeita lhe perguntou onde ficavam as câmeras da agência. Chega outra gerente com meu iPad, contando que a funcionária guardará-o em casa. Confiro meus emails: apagados. Há um novo fundo de tela e a página Quatro Passos Para Deus aberta no Safari. As providências que o Banco Real Santander tomou? Me mandaram um bouquet de flores e um pedido de desculpas depois que o caso veio a tona.

Bom saber que os empréstimos do Banco Real Santander vão além dos financeiros.

Simone Lehwess Mozzilli (@simozzilli) é motoqueira, corinthiana e nunca mais vai abandonar seu iPad.

3 comentários

  1. Vinicius Alves comentou 19:02 às 28 de Abril de 2011

    Interessante. Tambem uso o MobileMe com Find my iPhone no iPad, iPhone e iPod. O problema que nao uso rede 3G em nenhum. e ele nao é encontrado se nao estiver conectado a net. robou, tirou o chip, AQUI JAZ! =(

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