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Porque os discos em estado sólido são uma revolução

:: por Redação macmais :: 09/02/2012 :: 2 comentários

*por Sérgio Miranda (@saam)
Fotos Mario Amaya (@marioamaya)

Desde o lançamento dos MacBooks Air, ainda em 2008, um novo tipo de disco para armazenamento de dados começou a fazer parte dos sonhos dos macmaníacos. Muito mais rápidos que os tradicionais discos rígidos (HDDs), os SSD (Solid State Drive)começaram aos poucos a se tornar mais acessíveis, tanto que já são padrão nos novos modelos do Air. Ainda não possuem capacidades que satisfaçam aqueles que têm uma vida digital mais do que agitada e os preços não são convidativos. No entanto, são muito cobiçados por qualquer um que preze muito mais a performance do que o espaço disponível.

As vantagens dos SSD são muita sem relação aos tradicionais HDDs.“Discos SSD não precisam de muitaenergia para funcionar e também sãopraticamente instantâneos, como umaparelho de TV”, explica Grant Dahlke, diretor de Marketing da OWC (Other World Computing, uma das mais tradicionais fornecedoras de upgrades para a comunidade Apple). “Além disso, a vida útil dos dados em um SSD é de no mínimo cem anos, mesmo quando o drive está totalmente desligado”, continua. Aliando isso ao fato de não ter partes móveis, que podem quebrar facilmente, e não precisar de ventilação para evitar aquecimento, o SSD torna-se ideal para notebooks, como o MacBook Air.

Testamos um modelo de SSD da OWC para o MacBook Air de 2008: o ganho de performance e velocidade vale o investimento na troca

Testamos um modelo de SSD da OWC para o MacBook Air de 2008: o ganho de performance e velocidade vale o investimento na troca

A escolha da Apple por esse tipo de tecnologia faz todo o sentido, afinal, nenhuma outra empresa pensa no produto sem economizar nos custos como ela. E coloque custo nisso! Como toda tecnologia emergente, os discos SSD ainda são muito caros quando comparados aos discos tradicionais. “As razões para valor estão altos são muitas, mas podemos ressaltar o custo inicial de produção, ao redor de US$ 2 bilhões para montar uma fábrica, como um dos fatores”, conta Grand Dahlke. Com o tempo, ele acredita, os preços vão diminuir.

Outro fator inibidor para a adoção generalizada do SSD é sua capacidade, muito menor do que a disponível para discos rígidos. Enquanto tamanhos de 256 GB são os maiores hoje em dia para os drives de estado sólido, os HDDs já chegam aos 3 TB facilmente e com um preço bem menor por gigabyte. E quem tem uma vida digital agitada ainda não poderá se desfazer dos gigantescos espaços oferecidos pela velha tecnologia. “O processo de troca dos discos rígidos nodia a dia vai demorar algumas gerações”,acredita o diretor de Marketing da OWC. “Ainda teremos em casa drives com 20 TB ou serviços na nuvem com 100 TBque usarão discos rígidos em um futuro próximo. Mas até o final de 2012, imagino que teremos discos SSD de 500 GB com preços de US$ 1 ou US$ 1,50 por gigabyte, algo que não acontece nos dias de hoje”, comenta Grant Dahlke. Não é animador, mas já é alguma coisa. Hoje, o OWC Mercury EXTREME com 480 GB está por US$ 860. Quase o valor de um MacBookAir de 11 polegadas nos EUA.

Discos em estado sólido ainda não são tão espaçosos ou baratos como os tradicionais discos rígidos, mas são mais velozes e consomem bem menos energia para funcionar

Discos em estado sólido ainda não são tão espaçosos ou baratos como os tradicionais discos rígidos, mas são mais velozes e consomem bem menos energia para funcionar

Por que trocar?

Com o preço dos Macs mantendo-se estável, ficou muito mais fácil trocar de máquina em um tempo relativamente curto. Há alguns anos, esse tipo de comportamento era impensável, e máquinas antigas continuavam sendo usadas, mesmo comos novos lançamentos sendo feitos de ano em ano. O mercado de Macs usados era forte, com valores cobrados muito perto do de uma máquina nova. Isso mudou com a chegada dos processadores Intel e a venda parcelada nas Apple Premium Resellers (APRs) aqui no Brasil. Porém, ainda existem muitos Macs que podem dar um bom caldo se tivessem uma performance também melhor.

Trocar memória é a primeira saída, aproveitando que os preços dessa atualização são bem menores do que no passado. Mas e trocar um HDD por um SSD, vale a pena? Se pensarmos apenas no custo, a resposta “não” é a mais sensata. Mas emalguns casos, a mudança pode ser benéfica, principalmente para o primeiro MacBookAir, de 2008. Como ele tinha uma versão com SSD (que custava quase o dobro do preço do modelo com disco rígido interno), ele está pronto para receberum drive SSD; porém, ele precisa ser ZIFPATA, que não é o padrão atual vendido no mercado. E por ter memória soldada na placa-mãe, atualizar a RAM é uma tarefa impossível (o mesmo vale para alguns modelos antigos de Mac mini).

Por estas razões, um disco SSD é uma chance dedar uma sobrevida a um desses Macs. A OWC oferece diversas capacidades de discos SSD ZIF, indo dos pequenos (mas parecidos com os originais) de 60 GB por US$ 160 até 240 GB por US$ 440. Testamos um com 120 GB de espaço e os resultados foram muito bons, dando uma nova vida ao MacBook Air original. Por exemplo, o tempo de inicialização caiu de 1m30s para 55s. Além disso, o tempo de resposta de aplicativos mais pesados, como Photoshop e iMovie, também ficou melhor, levando poucos segundos paraestarem prontos para o uso. No quesito aquecimento, mais uma boa notícia: a ventoinha, que antes disparava com poucos minutos de uso e ficava ligada por horas, passou a demorar bem mais para ser acionada e não fica mais o tempo todo infernizando a vida do usuário.

O processo de troca é simples e pode ser feito em casa (no site da OWC, www.macsales.com, estão publicados vídeo tutoriais com todos os passos para a troca), desde que com os devidos cuidados: faça um becape antes de começar; tenha todas as ferramentas necessárias à mão (o kit da OWC traz uma chave de fenda Philips, mas é bom ter outras por perto); separe os parafusos na ordem em que os for tirando, para não perdê-los; tenha bastante calma e não vá arrancando os cabos com muita força, principalmente o do microfone, que pode quebrar facilmente. Se achar que não tem coordenação motora suficiente, leve seu Mac para um centro de serviços autorizado Apple.

Leia nosso tutorial sobre como fazer esta troca.

*Matéria publicada originalmente na macmais 66.

2 comentários

  1. luciano comentou 12:41 às 19 de março de 2013

    Gostaria de receber mais dicas importantes
    como essa.

  2. luciano comentou 12:43 às 19 de março de 2013

    Gostaria de receber novidades a respeito da materia.

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