Google Think Infinite e as inovações tecnológicas
Nem só de maçã vive o homem e nem só de Mac e Apple nós vivemos. A Google é uma importante empresa mundial e não devemos encará-la apenas como competidora da Apple no mercado de tablets e smartphones, mas também como produtora de tecnologias que usamos e adoramos no iPhone, iPad e OS X. Sendo assim, foi com grande prazer que a macmais esteve representada no Google Think Infinite 2012, que aconteceu esta manhã em São Paulo.
O evento, destinado a parceiros e clientes da empresa no Brasil, foi focado em inovações e em “pensar fora da caixa”. Com a presença de palestrantes das mais variadas profissões e experiências, as apresentações tiveram como ponto em comum o que fazer para inovar em diferentes áreas, principalmente na tecnologia. Os palestrantes foram:
- Fernando Schultz: Produtor e diretor de cinema
- Russell Stevens: Sócio, SS+K
- Hugo Barra: Diretor de engenharia, Android
- Miguel Nicolelis: Professor de Neurobiologia e Co-Diretor do Centro de Neuroengenharia da Duke University (EUA) e Coordenador do Instituto Internacional de Neurociências de Natal-Edmond e Lily Safra (Brasil)
- Jepchumba: Designer, Ushahidi
- Ale Youssef: Fundador, Studio SP e Overmundo
- Astro Teller: Diretor de engenharia, Google X
- Dougald Hine: Co-fundador, School of Everything
Todas as apresentações foram muito interessantes, principalmente a do professor Miguel Nicolelis, de cujo trabalho muitos já devem estar cientes. O pesquisador brasileiro busca utilizar exoesqueletos robóticos para o tratamento de problemas degenerativos do sistema motor e neurológico. (Sério, é sensacional e vale muito a pena pesquisar mais sobre ele que, na minha modesta opinião, ainda ganhará um Nobel).
Outras palestras muito legais foram a de Ale Youseff, que falou sobre como a política pode ser diferente e aliar ferramentas tecnológicas; a de Jepchumba, que falou sobre como mídias sociais ajudam populações em busca de seus direitos, como no Quênia e na Primavera Árabe; e, sem dúvida alguma, a de Astro Teller, diretor no setor de pesquisas “bizarras” de Mountain View, o Google X.
Outro a falar e que merece destaque por aqui foi o mineiro Hugo Barra, diretor de engenharia do Android. Com propriedade, ele falou contou como enxerga o mercado mobile hoje, e sobre suas apostas para o futuro. Ele acha que apesar do grande desenvolvimento desta indústria atualmente, dois dos principais responsáveis por isso são relativamente simples: as telas sensíveis ao toque e as baterias.
Hugo acredita que a maior revolução para os smartphones e tablets foi a tela touch, que apareceu primeiramente em um aparelho da Microsoft e, com um sucesso muito maior, no iPhone, em 2007. Por outro lado, ele acha que as baterias são os principais limitantes para o desenvolvimento futuro, já que não importa criarmos celulares e tablets cada vez mais rápidos se não evoluirmos na capacidade de das baterias o que, segundo ele, seria uma barreira química de difícil transposição. (Algo como o que a Apple precisou transpor para o novo iPad, como sabemos).
Por fim, Hugo acha que o principal problema para a indústria, algo que está relacionado a todos os fabricantes, é o sistema de patentes. Para o diretor de engenharia do Android, a forma como as patentes são atribuídas ainda é muito deficientes, e dá brechas para todas as brigas judiciais que estamos acostumados e cansados.
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