Guerra dos Clones: Psystar volta do mundo dos mortos
Com Antonio Blanc
A Psystar, empresa norte-americana que se tornou mundialmente conhecida pouco mais de um ano atrás por oferecer “hackintoshes” (PCs modificados para rodar o Mac OS X) para o consumidor final, está saindo do processo de concordata aberto em maio deste ano, que muitos julgavam ser seu fim, e pronta para voltar ao mercado.
Pouco depois de colocar no mercado seus primeiros clones, a empresa foi processada pela Apple por violação de copyrights relativos ao sistema operacional Mac OS X. Entre outras coisas, o contrato de licença do sistema proíbe expressamente sua instalação em máquinas não produzidas pela Apple. Em um contra-ataque, a Psystar prontamente processou a Apple, alegando comportamento monopolista, práticas anti-competitivas e abuso de copyrights. A guerra acusações se arrastou por meses, na imprensa especializada e nos tribunais, até a Psystar pedir concordata em maio.
Mas em uma newsletter enviada a seus clientes, a empresa afirma que espera ser liberada “em breve” pela Corte de Falências dos EUA e retornar à operação normal. E não mostra sinais de se arrepender do que fez: também anunciou o Open, um “Mac” baseado nos processadores Intel Xeon série 5500 (baseados na arquitetura Nehalem) e no sistema operacional Mac OS X Leopard, capaz de suportar até 24 GB de RAM.
Segundo a empresa, a máquina será montada em um gabinete com painéis laterais revestidos com três camadas de isolamento acústico, o que a tornaria a mais silenciosa “workstation” baseada no sistema operacional da Apple no mercado.
O preço é extremamente atraente: a configuração básica, com um processador Intel Xeon Quad-Core de 2.6 GHz, 6 GB de RAM, 1 TB de espaço em disco, placa de vídeo NVIDIA GeForce 9500 com 512 MB de RAM e gravador de DVD 20x sai por US$ 1.499,99, pouco mais que a metade do preço de uma configuração similar comprada na Apple.

