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Um ano sem Steve Jobs: onde está o fim do mundo?

:: por Redação macmais :: 05/10/2012 :: 4 comentários

Contrariando analistas e pessimistas de plantão, a Apple não sucumbiu. Mas não é mais a mesma

Por Sérgio Miranda (@saam), editor da Revista macmais

É bem possível que cada um de vocês que visita as páginas da macmais se lembre onde estava e o que fazia há um ano, quando ficou sabendo da morte de Steve Jobs. As manifestações de tristeza inundaram as redes sociais e diversos sites de notícias (especializados ou não) comentaram o fim de uma era no mundo da tecnologia e também da própria Apple. Nada mais seria como antes.

Pouco antes, quando Steve deixou o comando da empresa e indicou Tim Cook para o cargo de CEO da Apple, começaram as especulações e, porque não dizer, das apostas para saber até onde a companhia iria aguentar sem o visionário Jobs e seus produtos mágicos. Os mais otimistas previam uma morte lenta e dolorosa. Outros, em desespero, já começavam a preparar planos para vender suas ações antes que elas valessem menos do que pó.

E todos erraram.

Hoje, um ano depois, a Apple é a empresa mais valiosa de todas. O sucesso do iPhone 4S (primeiro produto a ser anunciado depois da saída do cofundador da empresa), do novo iPad (apresentado depois da morte, já em 2012) e as boas vendas do iPhone 5 mostram que, apesar das duras críticas (vindas principalmente da imprensa) e dos problemas (o mais grave sendo o Mapas, do iOS 6), indicam que a percepção que as pessoas têm da Apple não mudou: os produtos continuam ótimos e inovadores.

Mas nem tudo está igual como era antes. Algumas coisas mudaram. Um exemplo: o rápido pedido de desculpas de Tim Cook sobre o assunto Mapas. Alguns diriam que Jobs nem mesmo deixaria um aplicativo com tantos problemas ser lançado. É possível que talvez a fase de testes fosse mais dura, que houvessem “comidas de rabo homéricas” por conta do lançamento. Talvez não. O MobileMe, que foi considerado por Jobs como “não sendo o melhor momento da empresa” está aí para nos lembrar que nem tudo está pronto quando precisa estar.

Outros vão lembrar dos iPhones 5 pretos que descascam, sem lembrar que os antigos PowerBooks Titanium também ficavam em petição de miséria depois do uso por conta da tinta prateada que também saia com o suor do pulso do usuário. E tem aqueles que vão falar que os novos iPhones são apenas um pouco mais altos do que os antigos, sem perceber que há muitos anos os iMacs e MacBooks não mudam o básico do seu design. Evoluem, é certo, como tudo dentro da Apple.

Um ano depois, ainda esperamos que a Apple seja sempre revolucionária, sem perceber que a revolução aconteceu apenas pontualmente em alguns momentos específicos (o OS X, o iPhone e o iPad são exemplos). O resto sempre foi evolução, pura e simples. Esse era o jeito de Jobs.

Um ano sem Jobs. Significa muita coisa, mas o principal é que a Apple continua. Diferente, mas a mesma.

Campus da Apple em Cupertino, Califórnia. Crédito: Sérgio Miranda.

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